segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Autoestima


Antes de começar, vou lançar uma pergunta que vi numa palestra do meu amigo Felipe Arruda, apenas pense na resposta antes de continuar lendo e logo voltarei a ela: “quem são as 5 pessoas mais importantes na sua vida?”.
Acredito que esse tema seja muito abrangente para um único artigo, talvez todos os textos anteriores e também muitos dos que virão nas próximas semanas irão de alguma forma complementar esse assunto, decidi postar devido a uma pergunta feita por uma amiga, depois de ler a postagem sobre Proatividade. Ela me perguntou “como uma pessoa pode saber se ela se ama?”. Tentarei explicar.
Você se colocou na lista das cinco pessoas mais importantes? Se sim, parabéns, já é um começo!
Todos estão cansados de saber que autoestima é o que você sente por você mesmo, ponto! Não vou me estender nessa parte, e sim em como identificar e como melhorá-la, na medida do possível:
Solidez de realidade: esse é um conceito que ouvi num Workshop, ele fala basicamente sobre você dar importância ao que é realmente importante na sua vida, e cita um exemplo interessante: Um adolescente de 15 anos, do qual a mãe cuidou a vida toda, o ama mais do que tudo, mataria e morreria por ele sem pensar duas vezes, passou metade da vida dele limpando toda a sujeira que fazia, e de repente ele conhece um grupo de amigos, e destrata a mãe perto dos amigos, que nunca fizeram nada por ele. Isso é ausência de solidez de realidade, adolescentes estão formando uma personalidade e procurando ser aceitos por grupos, mas aplicando esse conceito para outras áreas de sua vida, e levando em conta que você não tem 15 anos, é bom prestar atenção no que você tem dado importância.
Se importar demais com opiniões externas: Todos somos seres sociais, e precisamos de alguma forma ser aceitos pelos demais, mas isso tem um limite. Inclusive eu vejo pessoas com necessidade muito grande de afirmar que não se importam com o que as pessoas pensam sobre elas, isso é um tiro no pé, pois as pessoas que não se importam não pensam sobre isso, não precisam afirmar constantemente. (uma coisa parecida ocorre com a confiança, a pessoa que está confiante não percebe que está, apenas age de forma descontraída e confortável).
Necessidade de se justificar: Algumas pessoas sentem necessidade de se justificar cada vez que fazem uma coisa errada ou recebem qualquer tipo de crítica, ou algo que elas tenham considerado como uma crítica.
           Dar aprovação para tentar conseguir aprovação: Esse conceito se baseia em você rir de piadas que não achou graça, ou procurar fazer coisas para agradar alguém que ainda não te agradou ou não fez nada para merecer ser agradada. Homens fazem isso em situações de sedução, se oferecem para pagar bebidas para mulheres que não fizeram nada para conseguir a admiração deles, sem perceber estão diminuindo o próprio valor, ficam conversando sobre assuntos que não estão interessantes e concordam com tudo que a pessoa diz.
           Mudar externamente para ser aceito: Parecido com o conceito acima, a pessoa age de uma forma que não agiria normalmente, ou age de forma diferente de acordo com o grupo em que se encontra. Obviamente nenhuma pessoa age da mesma forma com grupos diferentes, mas é bom prestar atenção quando a mudança for muito grande de um grupo para o outro, ou quando uma pessoa diferente entra no grupo.
Frequentar ambientes que não gosta tanto: Outro ponto interessante é o fato de pessoas irem para barzinhos ou baladas que não gostam tanto para agradar um grupo de amigos, nada de mal em fazer isso de vez em quando, o problema é quando isso ocorre com frequência.
Esses foram alguns pontos que notei nos meus 8 anos de estudos de comportamentos, não cursei psicologia ou psicanálise, sei que isso me limita em alguns pontos, mas estudei e ainda estudo por diversas fontes e temas, coloco em teste a maioria dos temas que estudo, e essas, como todos os outros assuntos que postarei aqui foram coisas que percebi que são verdadeiras. Aristóteles dizia que mais vale um fato observado que não possui uma explicação teórica do que uma teoria que não pode ser observada na prática, quando estudo uma teoria, procuro colocar à prova.
Esses pontos foram formas de identificar em que nível está sua autoestima baseado no que você tem feito no seu dia-a-dia, e só o fato de se dar conta dessas características, talvez te faça agir de forma diferente, não conheço uma fórmula mágica para melhorá-la, mas para os mais atentos, minhas postagens estão buscando descrever e desenvolver algumas formas de criar uma base sólida para uma personalidade mais confiante e bem sucedida.
Acredito que não ter vergonha de ser quem você é, ter os comportamentos que você tem e gostar das coisas que você gosta é um bom começo, você é a única pessoa no mundo que passou pelas experiências que você passou e teve os pensamentos que você teve, então você tem motivo para fazer o que faz. Se ainda assim alguma coisa em você te desagrada, na postagem anterior ensinei uma forma de mudar.
Muitas vezes temos a sensação de sermos inadequados, principalmente quando nos comparamos aos outros, vemos que uma pessoa consegue fazer uma coisa, acreditamos que devemos ser iguais a ela para conseguir aquilo e acabamos copiando algumas características da pessoa sem conseguir os mesmos resultados. O motivo disso é que o que gerou o sucesso dela não foram essas características, e sim outros processos internos de pensar e se comunicar, se for interessante posso falar mais sobre isso em outra oportunidade.
A melhor forma de perceber que não precisamos ser iguais à outra pessoa para ter sucesso numa área, é procurando outras pessoas diferentes dela que também tem sucesso naquela área, ou mesmo outras pessoas parecidas com ela em algum ponto que não têm sucesso naquela área. Complicado? Vamos a exemplos: João tem muito sucesso com garotas (gostei desse exemplo), ele veste um determinado tipo de roupa e frequenta um tipo de lugar nos finais de semana, e te passa pela cabeça começar a fazer as mesmas coisas que ele para tentar obter os mesmos resultados. Nesse caso você se pergunta “existe outra pessoa que também tem esse sucesso, mas que não usa essas roupas e frequenta esses lugares?”, ou “existe alguém que frequenta esses lugares e veste essas roupas, que não tenha sucesso?” Se a resposta for sim, você descobre que esse não era o fator determinante do sucesso. Esse é um método que pode ser usado para quase todas as situações na nossa vida.
                Para finalizar, só vou dizer que quanto mais uma pessoa tenta provar ou ser algo que não é natural para ela, mais distante ela fica de ser autêntica, pois sua atenção está voltada em fatores que não são tão necessários. Se você for você mesmo, falar sobre coisas que quer e fizer coisas que quer fazer, a probabilidade de agradar será muito maior. Parece até contraditório, mas quanto menos você tenta agradar alguém ou ser confiante, mais você consegue.

                Esse é um assunto que eu gosto muito, e poderia fazer um texto três vezes maior, mas coloquei aqui alguns pontos que considero importantes e em outras oportunidades irei complementando.

Bruno Gianolla

3 comentários:

  1. Sempre há algo novo por trás daquilo que a gente acha que já sabe.

    ResponderExcluir
  2. Recomendo a leitura dos livros do brasileiro Augusto Cury, ele é pesquisador na área da inteligência e qualidade de vida, muitos de seus temas envolvem autoestima

    ResponderExcluir