Antes de
começar, vou lançar uma pergunta que vi numa palestra do meu amigo Felipe
Arruda, apenas pense na resposta antes de continuar lendo e logo voltarei a
ela: “quem são as 5 pessoas mais importantes na sua vida?”.
Acredito
que esse tema seja muito abrangente para um único artigo, talvez todos os
textos anteriores e também muitos dos que virão nas próximas semanas irão de
alguma forma complementar esse assunto, decidi postar devido a uma pergunta
feita por uma amiga, depois de ler a postagem sobre Proatividade. Ela me
perguntou “como uma pessoa pode saber se ela se ama?”. Tentarei explicar.
Você se
colocou na lista das cinco pessoas mais importantes? Se sim, parabéns, já é um
começo!
Todos estão
cansados de saber que autoestima é o que você sente por você mesmo, ponto! Não
vou me estender nessa parte, e sim em como identificar e como melhorá-la, na
medida do possível:
Solidez de realidade: esse é um
conceito que ouvi num Workshop, ele fala basicamente sobre você dar importância
ao que é realmente importante na sua vida, e cita um exemplo interessante: Um
adolescente de 15 anos, do qual a mãe cuidou a vida toda, o ama mais do que
tudo, mataria e morreria por ele sem pensar duas vezes, passou metade da vida
dele limpando toda a sujeira que fazia, e de repente ele conhece um grupo de
amigos, e destrata a mãe perto dos amigos, que nunca fizeram nada por ele. Isso
é ausência de solidez de realidade, adolescentes estão formando uma
personalidade e procurando ser aceitos por grupos, mas aplicando esse conceito
para outras áreas de sua vida, e levando em conta que você não tem 15 anos, é
bom prestar atenção no que você tem dado importância.
Se importar demais com opiniões externas:
Todos somos seres sociais, e precisamos de alguma forma ser aceitos pelos
demais, mas isso tem um limite. Inclusive eu vejo pessoas com necessidade muito
grande de afirmar que não se importam com o que as pessoas pensam sobre elas,
isso é um tiro no pé, pois as pessoas que não se importam não pensam sobre
isso, não precisam afirmar constantemente. (uma coisa parecida ocorre com a
confiança, a pessoa que está confiante não percebe que está, apenas age de
forma descontraída e confortável).
Necessidade de se justificar: Algumas
pessoas sentem necessidade de se justificar cada vez que fazem uma coisa errada
ou recebem qualquer tipo de crítica, ou algo que elas tenham considerado como
uma crítica.
Dar aprovação
para tentar conseguir aprovação: Esse conceito se baseia em você rir de
piadas que não achou graça, ou procurar fazer coisas para agradar alguém que
ainda não te agradou ou não fez nada para merecer ser agradada. Homens fazem
isso em situações de sedução, se oferecem para pagar bebidas para mulheres que
não fizeram nada para conseguir a admiração deles, sem perceber estão
diminuindo o próprio valor, ficam conversando sobre assuntos que não estão
interessantes e concordam com tudo que a pessoa diz.
Mudar externamente para ser
aceito: Parecido com o conceito acima, a pessoa age de uma forma que não agiria
normalmente, ou age de forma diferente de acordo com o grupo em que se
encontra. Obviamente nenhuma pessoa age da mesma forma com grupos diferentes,
mas é bom prestar atenção quando a mudança for muito grande de um grupo para o
outro, ou quando uma pessoa diferente entra no grupo.
Frequentar ambientes que não gosta tanto:
Outro ponto interessante é o fato de pessoas irem para barzinhos ou baladas que
não gostam tanto para agradar um grupo de amigos, nada de mal em fazer isso de
vez em quando, o problema é quando isso ocorre com frequência.
Esses foram
alguns pontos que notei nos meus 8 anos de estudos de comportamentos, não
cursei psicologia ou psicanálise, sei que isso me limita em alguns pontos, mas
estudei e ainda estudo por diversas fontes e temas, coloco em teste a maioria
dos temas que estudo, e essas, como todos os outros assuntos que postarei aqui
foram coisas que percebi que são verdadeiras. Aristóteles dizia que mais vale
um fato observado que não possui uma explicação teórica do que uma teoria que
não pode ser observada na prática, quando estudo uma teoria, procuro colocar à
prova.
Esses
pontos foram formas de identificar em que nível está sua autoestima baseado no
que você tem feito no seu dia-a-dia, e só o fato de se dar conta dessas
características, talvez te faça agir de forma diferente, não conheço uma
fórmula mágica para melhorá-la, mas para os mais atentos, minhas postagens
estão buscando descrever e desenvolver algumas formas de criar uma base sólida
para uma personalidade mais confiante e bem sucedida.
Acredito
que não ter vergonha de ser quem você é, ter os comportamentos que você tem e
gostar das coisas que você gosta é um bom começo, você é a única pessoa no
mundo que passou pelas experiências que você passou e teve os pensamentos que
você teve, então você tem motivo para fazer o que faz. Se ainda assim alguma
coisa em você te desagrada, na postagem anterior ensinei uma forma de mudar.
Muitas
vezes temos a sensação de sermos inadequados, principalmente quando nos
comparamos aos outros, vemos que uma pessoa consegue fazer uma coisa,
acreditamos que devemos ser iguais a ela para conseguir aquilo e acabamos
copiando algumas características da pessoa sem conseguir os mesmos resultados.
O motivo disso é que o que gerou o sucesso dela não foram essas
características, e sim outros processos internos de pensar e se comunicar, se
for interessante posso falar mais sobre isso em outra oportunidade.
A melhor
forma de perceber que não precisamos ser iguais à outra pessoa para ter sucesso
numa área, é procurando outras pessoas diferentes dela que também tem sucesso
naquela área, ou mesmo outras pessoas parecidas com ela em algum ponto que não
têm sucesso naquela área. Complicado? Vamos a exemplos: João tem muito sucesso
com garotas (gostei desse exemplo), ele veste um determinado tipo de roupa e
frequenta um tipo de lugar nos finais de semana, e te passa pela cabeça começar
a fazer as mesmas coisas que ele para tentar obter os mesmos resultados. Nesse
caso você se pergunta “existe outra pessoa que também tem esse sucesso, mas que
não usa essas roupas e frequenta esses lugares?”, ou “existe alguém que
frequenta esses lugares e veste essas roupas, que não tenha sucesso?” Se a
resposta for sim, você descobre que esse não era o fator determinante do
sucesso. Esse é um método que pode ser usado para quase todas as situações na
nossa vida.
Para finalizar, só vou dizer que quanto mais uma
pessoa tenta provar ou ser algo que não é natural para ela, mais distante ela
fica de ser autêntica, pois sua atenção está voltada em fatores que não são tão
necessários. Se você for você mesmo, falar sobre coisas que quer e fizer coisas
que quer fazer, a probabilidade de agradar será muito maior. Parece até
contraditório, mas quanto menos você tenta agradar alguém ou ser confiante,
mais você consegue.
Esse é um assunto que eu gosto muito, e poderia fazer
um texto três vezes maior, mas coloquei aqui alguns pontos que considero
importantes e em outras oportunidades irei complementando.
Bruno Gianolla
Sempre há algo novo por trás daquilo que a gente acha que já sabe.
ResponderExcluirÉ isso aí! mto bom, parabéns!
ResponderExcluirRecomendo a leitura dos livros do brasileiro Augusto Cury, ele é pesquisador na área da inteligência e qualidade de vida, muitos de seus temas envolvem autoestima
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