quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

No ano que vem eu começo...


Primeiramente peço desculpas pela demora pra escrever nesse blog, passei por um treinamento muito bom e intenso em novembro e acabei entrando numa fase de auto reflexão, então não tive disponibilidade pra escrever nenhum artigo. Agora estou voltando e provavelmente essa será a última postagem do ano. Ontem estava conversando com um grande amigo por WhatsApp e falamos sobre como conquistar objetivos, então creio que será um bom tema para o final do ano.
De certo vocês conhecem pessoas que todos os anos fazem planos e promessas para o próximo ano, vão começar um regime, atividade física, controlar melhor os recursos financeiros, ajudar uma instituição filantrópica, passar mais tempo com a família, etc... mas quando o ano acaba, percebem que ainda não fizeram essas coisas! Você é uma dessas pessoas?
Possivelmente o grande problema de alguém não conseguir conquistar os objetivos que traçou, foi por não ter de fato traçado os objetivos corretamente, vou falar aqui alguns pontos importantes que devem ser seguidos para obter sucesso na conquista de objetivos:
Deve ser específico – se seu objetivo for “fazer mais atividade física”, você dificilmente vai atingir. Então você irá colocar “fazer caminhada segunda e quarta-feira das 19h às 20h”, por exemplo;
Deve depender de você – Objetivos como “eu quero que meu filho passe no vestibular” estão fora de questão! Você até poderia (e deveria!) tentar ajudá-lo de algumas formas, mas definir objetivos que dependem de outra pessoa vai te frustrar, seus objetivos devem depender de você;
Deve ser positivo – Seu objetivo não pode ser algo que você não queira, como “Eu não quero mais x”, quando você não quer uma coisa, você simplesmente se afasta dela, mas isso não necessariamente te leva em direção a algo que será bom para você. Existem raras exceções sobre esse tópico, mas não vou citar aqui;
Você realmente quer isso? – essa é uma reflexão que você deve fazer ao planejar alguma coisa, existe algum ponto negativo em conquistar esse objetivo? Como ele atingirá as pessoas que convivem com você? Você poderia ter feito ele antes e não fez? O que te impediu de fazer antes?
Qual gasto isso terá? – Do que você vai ter que abrir mão para conquistar esse objetivo? Pense sobre os gastos financeiros, tempo que você vai dispor, outros projetos que você poderia fazer no lugar desse. É importante saber do que você terá que abrir mão e pesar realmente se isso vale a pena;
Quando vou começar?
Esses são os pontos principais que te ajudam a conquistar um objetivo, está de uma forma simples e resumida, e pode ser feita em qualquer época do ano, para qualquer objetivo.
Uma sugestão minha é que você trace pelo menos um objetivo voltado para Saúde, um para Família, um para Finanças, um para situações sociais e um para filantropia.
Caso alguém tenha alguma dificuldade ou ache que o objetivo não está tão atraente ou suficiente, podem contar comigo que eu posso ajudar a complementar essa formulação =)
Lembrando também, que quando você não está conseguindo conquistar um objetivo, qualquer coisa que fizer será melhor do que continuar fazendo o que não está dando certo!
Abraços e até que o próximo ano seja cheio de realizações!

Bruno GIanolla

domingo, 9 de novembro de 2014

O que é? O que é?

“As perguntas são a resposta”
(Anthony Robbins)

                Você sabia que praticamente a cada segundo da nossa vida, inconscientemente fazemos uma coisa que interfere nos próximos segundos, ou mesmo no resto da nossa vida? Sabe que coisa é essa? Já fiz várias vezes nesse texto: Isso mesmo, as perguntas.
                Se você parar para pensar agora em quantas perguntas faz para você mesmo por dia, duvido muito que alguém diria que faz mais do que 50 perguntas, mas automaticamente estamos fazendo isso o tempo todo sem perceber, e quando respondemos essas perguntas, geramos um comportamento que pode ter sido positivo ou não.
                Cada pergunta gera uma escolha, observe como:
                -Devo me levantar agora ou apertar “Soneca” para dormir mais cinco minutos e descansar melhor?
                 -Devo comer essa salada quase sem gosto ou aquelas guloseimas que são bem mais gostosas?
                -Devo fazer isso do jeito certo e mais difícil ou do jeito errado e fácil que ninguém vai ficar sabendo?
                Observem que o nível das perguntas que fazemos para nós mesmos acaba de certa forma induzindo algumas respostas, no exemplo acima citei perguntas com as quais você se prejudica a longo prazo para ter um ganho a curto prazo, mas outras perguntas podem ser muito mais sérias e graves, e inclusive te impedir de conquistar objetivos ou de simplesmente se sentir bem e feliz.
                Partindo do pressuposto que nós respondemos as perguntas que nos são feitas, quando uma coisa dá errado você pode fazer uma pergunta para você e ter uma resposta, basta escolher se a pergunta seria “Por que eu faço tudo errado?” ou “Como posso resolver isso?”. A primeira pergunta provavelmente vai gerar uma resposta negativa sobre sua identidade, como “Porque você é burro e não faz nada certo” e a segunda vai te mover em direção à resolução do problema.
                Espero que com as linhas acima eu tenha conseguido demonstrar a importância das perguntas que fazemos a nos mesmos no nosso dia, agora precisamos descobrir quais perguntas nos levam em direção ao sucesso e quais nos levam em direção ao fracasso, no final do texto darei exemplos sobre “boas” perguntas:
                Algumas perguntas contêm pressupostos falsos, como a pergunta sobre dormir mais 5 minutos e descansar melhor, com aquela pergunta qualquer pessoa iria querer descansar melhor, se pudesse, porém pesquisas científicas já provaram que quando segmentamos o sono em pequenos cochilos ficamos mais cansados do que se tivéssemos levantado na primeira vez que acordamos. Muitas outras perguntas podem contém pressupostos ou crenças falsas e negativas, nesses casos devemos prestar atenção ao nível das perguntas que estamos fazendo e se elas estão induzindo alguma resposta.
                O simples fato da pergunta induzir a resposta, já é negativo, pois como o processo acontece de forma automática, e não como uma pergunta, e um tempo para refletir sobre a resposta, vai acabar sempre tirando nossa opção de escolha (simplesmente fazemos, e não pensamos sobre as perguntas e respostas). A menos que a pergunta induza uma resposta positiva, nesse caso seria um fato positivo.
                Faça perguntas que foquem na solução dos problemas, e não no motivo do problema ter ocorrido.
                Se quiser, utilize pressupostos positivos nas perguntas, como “por que eu sou feliz?”. Perguntas assim irão te gerar mais motivos para ser feliz, pois estará focando sua atenção nisso. O mesmo vale para “pelo que sou grato?”, “do que eu me orgulho?”.
                 A maioria das perguntas tende a gerar uma resposta, tendo consciência disso, o que você prefere? Induzir uma resposta positiva, que vai te deixar de bom humor e resolver os problemas, ou induzir uma resposta negativa que vai te limitar?
Outros exemplos de perguntas que podem te ajudar:
-O que há de tão grande nesse problema?
-Qual é a pior coisa que pode acontecer se isso der errado?
-Como posso organizar bem meu tempo hoje para conseguir dar conta das minhas atividades e ter algum momento de lazer?
-O que eu fiz bem hoje que eu deveria me lembrar e procurar fazer bem nos outros dias?
-O que eu fiz hoje que não deveria ter feito e como eu poderia ter evitado?
-Como posso me divertir enquanto faço essas tarefas?
-O que eu estou tentando conseguir fazendo isso?
-O que eu estou tentando evitar fazendo isso?
-Como posso fazer para ter consciência das perguntas que faço para mim mesmo?
Bruno Gianolla

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Sucesso Financeiro x Ressentimento


“Como você se sente sobre o sucesso alheio?”

Primeiramente agradeço pelo feedback e pelas sugestões de temas, mas peço desculpas por não escrever aqui sobre como identificar mentiras, é um assunto meio extenso e complexo, o post vai acabar ficando grande e não sei como algumas pessoas poderiam utilizar essas informações, mas fico à disposição caso alguém queira conversar ou tirar alguma dúvida.

Quando comecei a pensar sobre esse tema (ressentimento), me lembrei de um livro chamado Gorin No Sho, de um Samurai chamado Musashi, nele tem um trecho que diz que para cada aprendizado que temos na vida, devemos ter a capacidade de aplicar aquele mesmo conceito em outras dez mil situações, então sugiro esse pequeno exercício com vocês cada vez que aprenderem uma coisa nova: Tentem pensar em como isso poderá ser aplicado em outras áreas e outros assuntos. Para falar sobre Ressentimento vou usar como exemplo o sucesso financeiro, mas vale para dez mil outras situações.

Você fica ressentido quando alguém próximo a você, ou não tão próximo, está tendo sucesso? Responda para você mesmo, pois poucas pessoas admitem que o fazem, mas vamos descobrir como isso pode te atrapalhar para conseguir obter melhores resultados:

Um possível motivo para você se ressentir pelo sucesso alheio é possuir alguma crença negativa sobre aquela área onde a pessoa está tendo sucesso, e mesmo que você deseje ter aquele sucesso, alguma coisa te impede ou te sabota. No caso de ressentimento quando alguém está tendo sucesso financeiro e você não, pare para pensar o que você acredita sobre pessoas ricas (vou usar essa palavra para não ter que ficar repetindo “pessoas que têm sucesso financeiro”). Será que você acredita que os ricos são enganadores? São ladrões? Acredita que para conseguir o que conseguiram precisaram pisar nos outros? Sonegar impostos?

Alguém acha estranho que com crenças desse tipo, seja difícil conseguir algum sucesso? Estranho seria se pensasse tão mal dessas pessoas e também conseguisse.

As nossas crenças estão guardadas nas profundezas do nosso inconsciente, e temos pouca ou nenhuma consciência sobre elas, mas uma forma de identifica-las é tentando descobrir o que as pessoas que já foram referência para você em tempos anteriores te ensinaram sobre aquele assunto, direta ou indiretamente. Crianças que tinham a família ausente, e ouviam que “o pai não podia brinca, pois precisava trabalhar e ganhar dinheiro” podem criar um antagonismo entre dinheiro x família, e sem se dar conta podem se auto sabotar quando tentam obter um sucesso financeiro, que agora é desejado.

Alguns aprendizados podem ser mais diretos, como o pai que criticava o patrão que tinha muito dinheiro, muitas vezes falando frases onde a palavra rico está relacionada a algo negativo como ganância ou má índole.

Se você conseguir ter consciência das suas crenças sobre um assunto, poderá agora, com um pouco mais de maturidade e conhecimento, se dar conta de que o que acreditava na época não é bem verdade agora.

Outro possível motivo é que talvez você tenha falhado em algum momento para obter sucesso financeiro, mas para não viver com a sensação de fracasso, criou sem saber uma sensação negativa sobre as pessoas que conseguiram aquilo, tentando mascarar a dor de não ter conseguido, essa sensação por si só poderá criar uma crença negativa que vai te impedir ainda mais de conseguir obter esse sucesso (bem aquela coisa de “eu não queria mesmo!” que as crianças falam), e o ciclo continuará até que você o interrompa de alguma forma! Sugiro cuidado quando perceber que você desejava uma coisa e no primeiro obstáculo começou a achar que não a deseja mais, pode ser um mecanismo de defesa tentando evitar a sensação de fracasso. (Ler artigo A Hora de Mudar).

Vi uma teoria que diz que as pessoas têm inveja de pessoas que vivem a vida que elas gostariam de viver, mas não conseguem. Creio que também seja verdadeira, mas de certa forma se enquadra no segundo motivo que citei acima, então não vou me estender aqui.

Acredito que uma das melhores formas de sair desse ciclo de ressentimento e fracasso seja aplicar o que falei acima, perceber agora se ainda acredita naquilo que aprendeu em algum momento passado e também procurar ter uma visão positiva e ficar feliz quando alguém tem sucesso, seu inconsciente vai entender que aquilo é uma coisa boa e vai começar a te ajudar.

Uma vez vi uma palestra que diz “Seu chefe fica bravo porque você sai do trabalho no horário certo? Ele não deveria ficar bravo! Se você consegue dar conta do seu trabalho e sair no horário para ir à academia, ele deveria tentar aprender com você!”. E também concordo muito com ela, acho que ao invés de virarmos inimigos de pessoas que têm sucesso, devemos aprender com ela para ter sucesso também!
“Quem tem uma sensação negativa sobre o sucesso nunca poderá obtê-lo”.
Bruno Gianolla

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Autoestima


Antes de começar, vou lançar uma pergunta que vi numa palestra do meu amigo Felipe Arruda, apenas pense na resposta antes de continuar lendo e logo voltarei a ela: “quem são as 5 pessoas mais importantes na sua vida?”.
Acredito que esse tema seja muito abrangente para um único artigo, talvez todos os textos anteriores e também muitos dos que virão nas próximas semanas irão de alguma forma complementar esse assunto, decidi postar devido a uma pergunta feita por uma amiga, depois de ler a postagem sobre Proatividade. Ela me perguntou “como uma pessoa pode saber se ela se ama?”. Tentarei explicar.
Você se colocou na lista das cinco pessoas mais importantes? Se sim, parabéns, já é um começo!
Todos estão cansados de saber que autoestima é o que você sente por você mesmo, ponto! Não vou me estender nessa parte, e sim em como identificar e como melhorá-la, na medida do possível:
Solidez de realidade: esse é um conceito que ouvi num Workshop, ele fala basicamente sobre você dar importância ao que é realmente importante na sua vida, e cita um exemplo interessante: Um adolescente de 15 anos, do qual a mãe cuidou a vida toda, o ama mais do que tudo, mataria e morreria por ele sem pensar duas vezes, passou metade da vida dele limpando toda a sujeira que fazia, e de repente ele conhece um grupo de amigos, e destrata a mãe perto dos amigos, que nunca fizeram nada por ele. Isso é ausência de solidez de realidade, adolescentes estão formando uma personalidade e procurando ser aceitos por grupos, mas aplicando esse conceito para outras áreas de sua vida, e levando em conta que você não tem 15 anos, é bom prestar atenção no que você tem dado importância.
Se importar demais com opiniões externas: Todos somos seres sociais, e precisamos de alguma forma ser aceitos pelos demais, mas isso tem um limite. Inclusive eu vejo pessoas com necessidade muito grande de afirmar que não se importam com o que as pessoas pensam sobre elas, isso é um tiro no pé, pois as pessoas que não se importam não pensam sobre isso, não precisam afirmar constantemente. (uma coisa parecida ocorre com a confiança, a pessoa que está confiante não percebe que está, apenas age de forma descontraída e confortável).
Necessidade de se justificar: Algumas pessoas sentem necessidade de se justificar cada vez que fazem uma coisa errada ou recebem qualquer tipo de crítica, ou algo que elas tenham considerado como uma crítica.
           Dar aprovação para tentar conseguir aprovação: Esse conceito se baseia em você rir de piadas que não achou graça, ou procurar fazer coisas para agradar alguém que ainda não te agradou ou não fez nada para merecer ser agradada. Homens fazem isso em situações de sedução, se oferecem para pagar bebidas para mulheres que não fizeram nada para conseguir a admiração deles, sem perceber estão diminuindo o próprio valor, ficam conversando sobre assuntos que não estão interessantes e concordam com tudo que a pessoa diz.
           Mudar externamente para ser aceito: Parecido com o conceito acima, a pessoa age de uma forma que não agiria normalmente, ou age de forma diferente de acordo com o grupo em que se encontra. Obviamente nenhuma pessoa age da mesma forma com grupos diferentes, mas é bom prestar atenção quando a mudança for muito grande de um grupo para o outro, ou quando uma pessoa diferente entra no grupo.
Frequentar ambientes que não gosta tanto: Outro ponto interessante é o fato de pessoas irem para barzinhos ou baladas que não gostam tanto para agradar um grupo de amigos, nada de mal em fazer isso de vez em quando, o problema é quando isso ocorre com frequência.
Esses foram alguns pontos que notei nos meus 8 anos de estudos de comportamentos, não cursei psicologia ou psicanálise, sei que isso me limita em alguns pontos, mas estudei e ainda estudo por diversas fontes e temas, coloco em teste a maioria dos temas que estudo, e essas, como todos os outros assuntos que postarei aqui foram coisas que percebi que são verdadeiras. Aristóteles dizia que mais vale um fato observado que não possui uma explicação teórica do que uma teoria que não pode ser observada na prática, quando estudo uma teoria, procuro colocar à prova.
Esses pontos foram formas de identificar em que nível está sua autoestima baseado no que você tem feito no seu dia-a-dia, e só o fato de se dar conta dessas características, talvez te faça agir de forma diferente, não conheço uma fórmula mágica para melhorá-la, mas para os mais atentos, minhas postagens estão buscando descrever e desenvolver algumas formas de criar uma base sólida para uma personalidade mais confiante e bem sucedida.
Acredito que não ter vergonha de ser quem você é, ter os comportamentos que você tem e gostar das coisas que você gosta é um bom começo, você é a única pessoa no mundo que passou pelas experiências que você passou e teve os pensamentos que você teve, então você tem motivo para fazer o que faz. Se ainda assim alguma coisa em você te desagrada, na postagem anterior ensinei uma forma de mudar.
Muitas vezes temos a sensação de sermos inadequados, principalmente quando nos comparamos aos outros, vemos que uma pessoa consegue fazer uma coisa, acreditamos que devemos ser iguais a ela para conseguir aquilo e acabamos copiando algumas características da pessoa sem conseguir os mesmos resultados. O motivo disso é que o que gerou o sucesso dela não foram essas características, e sim outros processos internos de pensar e se comunicar, se for interessante posso falar mais sobre isso em outra oportunidade.
A melhor forma de perceber que não precisamos ser iguais à outra pessoa para ter sucesso numa área, é procurando outras pessoas diferentes dela que também tem sucesso naquela área, ou mesmo outras pessoas parecidas com ela em algum ponto que não têm sucesso naquela área. Complicado? Vamos a exemplos: João tem muito sucesso com garotas (gostei desse exemplo), ele veste um determinado tipo de roupa e frequenta um tipo de lugar nos finais de semana, e te passa pela cabeça começar a fazer as mesmas coisas que ele para tentar obter os mesmos resultados. Nesse caso você se pergunta “existe outra pessoa que também tem esse sucesso, mas que não usa essas roupas e frequenta esses lugares?”, ou “existe alguém que frequenta esses lugares e veste essas roupas, que não tenha sucesso?” Se a resposta for sim, você descobre que esse não era o fator determinante do sucesso. Esse é um método que pode ser usado para quase todas as situações na nossa vida.
                Para finalizar, só vou dizer que quanto mais uma pessoa tenta provar ou ser algo que não é natural para ela, mais distante ela fica de ser autêntica, pois sua atenção está voltada em fatores que não são tão necessários. Se você for você mesmo, falar sobre coisas que quer e fizer coisas que quer fazer, a probabilidade de agradar será muito maior. Parece até contraditório, mas quanto menos você tenta agradar alguém ou ser confiante, mais você consegue.

                Esse é um assunto que eu gosto muito, e poderia fazer um texto três vezes maior, mas coloquei aqui alguns pontos que considero importantes e em outras oportunidades irei complementando.

Bruno Gianolla

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

A Hora de Mudar!

                         “Podes dizer-me, por favor, que caminho devo seguir para sair daqui?
Isso depende muito de para onde queres ir - respondeu o gato.
Preocupa-me pouco aonde ir - disse Alice.
Nesse caso, pouco importa o caminho que sigas - replicou o gato.”
Lewis Carroll
                Como este Blog é sobre quebra de paradigmas, hoje falarei sobre motivação sem falar da Pirâmide de Maslow, e decidi dar um presente para vocês: uma sequência de ações e pensamentos que irão ajuda-los a conseguir atingir mudanças que provavelmente vocês vêm tentando durante algum tempo e não conseguiram, algumas pessoas tentam fazer dieta para emagrecer, outras tentam parar de fumar ou beber, e outras sair de um relacionamento que não está legal, mas não conseguem, vamos entender o porquê. Para começar responda mentalmente a pergunta abaixo:
                “Por que você escova os dentes todos os dias?”
                Talvez sua resposta tenha sido algo como “Para ficar com os dentes bonitos e hálito fresco” ou talvez tenha sido mais parecida com “Para não ficar com os dentes podres e mau hálito”. Aparentemente ambas significam a mesma coisa, mas têm uma diferença de extrema importância: A pessoa que responde a primeira opção, se move em direção ao que quer, é motivada pelo que a atrai; a pessoa que responde a segunda opção se move em direção contraria ao que ela não quer, ou seja, fugindo de algo que a desagrada.
1-      Ir em direção ao prazer
2-      Fugir da dor
Não existe uma resposta certa ou errada para essa pergunta, e também provavelmente não existem pessoas que sempre correspondem a um dos dois grupos, estamos variando entre uma e outra, dependendo da forma que nossa personalidade foi formada. A questão é que quando temos um objetivo, se o objetivo for alguma coisa que não queremos, podemos tomar alguma atitude e conseguir alguma outra coisa que não queremos, já que não sabemos o que queremos. No exemplo do início do texto, a Alice poderia pegar um caminho para sair do local que se encontrava, mas acabar em um lugar pior!
Talvez algumas pessoas estejam se perguntando o que isso tem a ver com tentar conseguir algumas mudanças e falhar, a verdade é que todas nossas ações (mesmo a ação de não ter nenhuma ação) nos geram ganhos secundários, muitas pessoas se queixam muito da vida para conseguir atenção, por exemplo. Quando temos um comportamento que desejamos mudar, mesmo que o julguemos inadequado, ele tem alguns ganhos secundários, que teremos de abrir mão, só conseguiremos modificar um comportamento quando ele nos causar mais dor do que o processo de mudança causaria ou quando o novo comportamento nos gerar mais prazer do que o anterior.
Um exemplo comum para ilustrar: vejo algumas pessoas infelizes com o relacionamento que vêm levando, e sempre pensam em como poderiam fazer para se livrar daquele relacionamento, mas pensam também que poderão nunca encontrar outra pessoa, isso gera uma ligação de dor ao processo de mudança, fazendo com que permaneçam naquela situação até surtarem. Possivelmente essa mesma pessoa apenas tenha a coragem de acabar o relacionamento quando julgar que já encontrou a outra pessoa (nesse caso ela relacionou sensação de prazer à mudança e ficou mais fácil de mudar.)
Vamos aprender a gerar mudanças, em três passos:
1-  Identifique o comportamento inadequado e qual seria um comportamento mais apropriado para adotar no lugar (não é necessário trocar um comportamento por outro, mas vocês vão perceber que é mais vantajoso);
2-  Pense ou anote o máximo de fatores negativos que irão ocorrer se você continuar com aquele comportamento, por que você irá sofrer se continuar com ele? Como ele poderá atrapalhar sua saúde, seus relacionamentos, sua autoestima e as pessoas que convivem com você? Sinta como seria continuar com esse comportamento (se estiver com dificuldades sobre isso me peça ajuda).
Em seguida anote o máximo de fatores positivos sobre causar a mudança e o novo comportamento, e o relacione com o prazer que você irá obter com a mudança, sinta como será realizar essa mudança e qual será a sensação da conquista, procure vivenciar esses sentimentos para fortalecer a experiência e amplificar o resultado;
3-    Acabe com o comportamento inadequado antes dele começar.
Explicação do Passo três: Esse processo é uma quebra de padrão, algumas vezes repetimos padrões que nos atrapalham e não nos damos conta, algumas pessoas estão conversando normalmente com a gente, e quando perguntamos “Mas me diga, como você está?” ela adota uma postura “pessimista” para começar a se queixar dos problemas, uma quebra de padrão seria dizer “Espere! Não fale ainda que preciso fazer uma coisa!” Provavelmente ela vai voltar para a postura normal. Qualquer coisa diferente que você fizer que não seja o comportamento antigo será uma quebra de padrão, mesmo que seja começar a se mover para praticar o comportamento desejado ou prestar atenção em outra coisa. Se precisar de ajuda ou exemplos de como aplicar, me avise.
Esse processo irá fazer com que o prazer relacionado ao novo padrão de comportamento seja maior do que o ganho secundário daquele comportamento inadequado e fazer com que e a dor de continuar com aquele padrão de comportamento antigo seja maior do que a dor da mudança.
                Aprendi esse processo no livro Desperte o Gigante Interior, de Anthony Robbins, um livro fantástico que li em 2010 ,transcrevi com minhas palavras e de forma prática e resumida. Coloque em prática!
Bruno Gianolla


                 

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

O nosso cérebro é uma ferramenta com a qual pensamos que pensamos

“De quem são suas opiniões?”

Essa postagem é um pouco mais introspectiva, reflexiva e particular do que comportamental, como a anterior, porém se os conceitos forem aplicados, vocês notarão uma mudança grande de comportamentos. Essa será a postagem que deu nome ao blog, seria interessante se todos entendessem o que é um paradigma, pois indiretamente tudo o que for falado abaixo, será sobre paradigmas, esse é um vídeo curto (menos de dois minutos) e ilustra bem do que iremos falar https://www.youtube.com/watch?v=WVV7SjgKn1o
                Não sei se todos sabem, mas somos influenciados por praticamente qualquer coisa que está à nossa volta, mesmo sem nos dar conta, a música que toca no supermercado, por exemplo, geralmente é calma para que os clientes fiquem relaxados e a vontade, olhem melhor os produtos e comprem mais do que o previamente planejado, a velocidade que estamos dirigindo varia de acordo com a música que está tocando no rádio, que altera nosso estado interno, entre outros exemplos.
                No documentário “Quem Somos Nós?” é falado que nós recebemos 400 bilhões de bits de informação por segundo, mas só estamos conscientes de dois mil bits, ou seja, não conseguimos processar nem 0,5% as informações que recebemos.
                Tenho certeza que quando eu falar aqui que as pessoas têm algumas opiniões ou crenças a respeito de determinados assuntos e que muitas dessas opiniões e crenças não são delas próprias, você vai dizer “isso pode ser verdade pra algumas pessoas, mas as minhas opiniões são minhas mesmo!”. Aqui vai mais uma notícia:
                Nós filtramos as informações que nos chegam de acordo com nossas experiências de vida e por nossas crenças (por crenças não me refiro a crenças religiosas, e sim qualquer coisa que a pessoa acredita). Então talvez em algum momento da sua vida, um determinado evento ou mesmo uma frase de alguém que você admirava e confiava te fez acreditar em alguma coisa, ter uma opinião sobre algo ser bom ou ruim, certo ou errado, ou mesmo algo sobre você mesmo, como suas capacidades e limitações, isso acontece o tempo todo durante nosso desenvolvimento (e sempre estamos nos desenvolvendo). Em muitas ocasiões, você pode ter escutado a versão de uma briga, apenas do ponto de vista de uma das partes envolvidas, e tomou o partido dela sem conhecer o ponto de vista da outra. Posteriormente, com esse filtro já estabelecido, você passou por outras situações onde você mesmo teve um ponto de vista sobre o assunto ou uma justificativa para o que aconteceu. Já reparou que fanáticos por ufologia atribuem quase qualquer coisa aos extraterrestres, fanáticos por religião explicam tudo como a vontade de Deus, e fanáticos por Karma acreditam que apenas estão vivendo um espelho do que fizeram numa ocasião ou vida passada? E o foco aqui não é dizer quem está certo e errado, tampouco concordar ou discordar dos exemplos citados, todos têm o direito de acreditar no que os faz felizes.
                  Não pensem nesses filtros como algo negativo, muito pelo contrário, se tivéssemos que processar todas as informações que recebemos a cada momento, ficaríamos malucos! Por isso nossos filtros nos fazem omitir, generalizar a distorcer as informações que recebemos, simplificando o mundo real e criando nossa representação interna.
                Minha proposta é que eventualmente as pessoas pensem sobre como chegaram a uma conclusão e opinião sobre determinado assunto, se elas conhecem a parcela completa da informação (ou mais completa possível, pois ninguém é capaz de saber tudo sobre um assunto), e não apenas um lado ou uma opinião e se elas realmente acreditam naquilo ou não. Esses filtros podem te fazer ignorar uma prova de que está errado sobre um assunto, mesmo que ela esteja bem na sua frente.
                Sei que é difícil sair do “automático”, mas prometo que esse auto questionamento te fará usar melhor sua mente e ser mais coerente consigo mesmo.
                Quais são seus paradigmas? Você questiona as coisas que você acredita ou apenas tenta provar que está correto e varre pra baixo do tapete as provas do contrário? Quando você considera alguma coisa ruim, você procura apenas provas de coisas negativas sobre aquilo para reforçar que é ruim ou também abre sua mente à procura de coisas positivas? Será que seus planos e objetivos de vida são mesmo seus? Por que você escolheu viver essa vida que vem levando?

Bruno Gianolla

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Proatividade


“-Até quando você vai arrumar desculpas?”

                Para entender a proatividade, ou pró-atividade, vamos entender primeiro seu inverso, que é a reatividade. A palavra reativo significa algo que reage a um fato ou ação, uma pessoa reativa é aquela que reage.
                Falando assim não parece nada mal, afinal, você vai deixar barato uma provocação gratuita que te fizeram? Porém a reatividade vai além de apenas reagir, pessoas reativas são aquelas que não tomam atitude, que estão sempre esperando por uma ordem ou sugestão para efetivamente praticar uma ação. Obviamente nas empresas que trabalhamos não existem pessoas assim, mas ouvi falar de uma cidadezinha no sul da Colômbia, onde existem pessoas reativas!
                Brincadeiras à parte, essas pessoas sempre têm uma desculpa para o que deu errado (e para o que vai dar errado), por exemplo: “não fiz o trabalho, pois ontem fiquei sem Internet”, e se você pergunta como a pessoa explica a última semana onde ela estava com Internet e não fez o trabalho, vai dizer que você não sabe nada sobre suas outras responsabilidades!  Em outras situações a desculpa já vem adiantada, são mais raras, mas as pessoas já sabem o que vão justificar para uma coisa que não irão fazer (mesmo tendo tempo e condições para tal). Um terceiro grupo de desculpas gerais é a boa e velha “isso não é serviço meu”.
                Não aconselho confrontar diretamente pessoas reativas quando dão desculpas, pois elas realmente acreditam na desculpa que estão dando, e se você não concordar ela vai achar que você é egoísta e só entende o seu lado. Ao invés disso é melhor abordar o assunto pacificamente e fazer perguntas sobre o que poderá ser feito a partir daquele momento, pois o passado não irá mudar, dependendo do nível de confiança com a pessoa poderá ser sugerido algo do tipo “em situações futuras, você pode me ligar e utilizar a Internet da minha casa ou utilizar uma lan house”, isso irá gerar uma percepção na pessoa de que ela poderia ter feito diferente, e possivelmente leve essa lição pra outras áreas de sua vida.
                Pessoas proativas são aquelas que tomam atitudes sem que alguém precise pedir, fará desde coisas simples, que estavam obvias para todos que precisava ser feito, como pegar um papel que estava no chão e jogar no lixo, até sugerir soluções complexas e delegar tarefas.
                Também são aquelas pessoas que assumem a responsabilidade pelos seus atos, principalmente quando dão errado, e procuram medidas para que seja consertado da melhor forma possível.
                As principais diferenças que podemos observar num primeiro contato para saber se a pessoa é reativa ou proativa é a forma de falar: As pessoas reativas darão muitas justificativas sobre o que deu errado e utilizarão a voz passiva para tentar se isentar da responsabilidade: “o documento já foi encaminhado, te ligaremos quando estiver pronto”, enquanto as pessoas proativas utilizarão a voz ativa e chamarão a responsabilidade para si: “eu já encaminhei o documento, assim que receber uma resposta te ligo avisando!”.
O que foi dito acima não é novidade para muitas pessoas, mas outro detalhe sobre pessoas reativas e proativas, é que as primeiras não assumem a responsabilidade pelos seus sentimentos, aceitam o que estão sentindo, mesmo que seja negativo, e não tentam mudar, dizem “estou triste por culpa do fulano!” e quando você pergunta o que essa pessoa pode fazer pra se sentir melhor, ela diz “é só o fulano não fazer mais isso!”. Essa forma de pensamento é uma guerra perdida, pois a pessoa está colocando seu estado emocional nas mãos de terceiros, e até mesmo a responsabilidade por ela se sentir melhor também nas mãos de terceiros.
                Sobre os sentimentos, a pessoa proativa também pode, em muitas ocasiões, estar triste ou chateado, e por mais que esses sentimentos sejam causados por uma situação envolvendo terceiros, ela reconhece que está naquele estado por que se deixou estar, e para sair desse estado depende apenas dela.
                Meu objetivo aqui não é ofender e nem desmerecer as pessoas reativas, provavelmente elas aprenderam a viver assim e nunca pensaram sobre isso, não é algo que se pense “Eu sou reativo, fujo da responsabilidade” e sim uma forma automática de agir, a forma que aquela pessoa conhece de viver sua vida. Prefiro chamar de zona de conforto.
                A questão é que mesmo sem desmerecer a reatividade, acredito que todos devemos procurar ser proativos na maior parte do tempo, as pessoas confiam mais em amigos, namorados, funcionários e chefes que assumem a responsabilidade pelos seus atos e não têm medo de dizer quando estão erradas. Proatividade é uma das características de um líder, e normalmente as pessoas proativas acabam liderando os semelhantes, ou mesmo os superiores, e não apenas os subordinados!
                 Será que você tem sido proativo no seu dia-a-dia ou está esperando tudo dos outros? Você pode ser mais proativo? Pode começar a assumir a responsabilidade pelos seus sentimentos? E o mais importante: aceita o desafio de perceber o que você pode fazer, e fazer o máximo que puder, sem se justificar quando der errado? Te peço para fazer isso por duas semanas, e se não gostar do resultado, tem todo o direito de optar por parar de fazer.

Bruno Gianolla