segunda-feira, 6 de outubro de 2014

O nosso cérebro é uma ferramenta com a qual pensamos que pensamos

“De quem são suas opiniões?”

Essa postagem é um pouco mais introspectiva, reflexiva e particular do que comportamental, como a anterior, porém se os conceitos forem aplicados, vocês notarão uma mudança grande de comportamentos. Essa será a postagem que deu nome ao blog, seria interessante se todos entendessem o que é um paradigma, pois indiretamente tudo o que for falado abaixo, será sobre paradigmas, esse é um vídeo curto (menos de dois minutos) e ilustra bem do que iremos falar https://www.youtube.com/watch?v=WVV7SjgKn1o
                Não sei se todos sabem, mas somos influenciados por praticamente qualquer coisa que está à nossa volta, mesmo sem nos dar conta, a música que toca no supermercado, por exemplo, geralmente é calma para que os clientes fiquem relaxados e a vontade, olhem melhor os produtos e comprem mais do que o previamente planejado, a velocidade que estamos dirigindo varia de acordo com a música que está tocando no rádio, que altera nosso estado interno, entre outros exemplos.
                No documentário “Quem Somos Nós?” é falado que nós recebemos 400 bilhões de bits de informação por segundo, mas só estamos conscientes de dois mil bits, ou seja, não conseguimos processar nem 0,5% as informações que recebemos.
                Tenho certeza que quando eu falar aqui que as pessoas têm algumas opiniões ou crenças a respeito de determinados assuntos e que muitas dessas opiniões e crenças não são delas próprias, você vai dizer “isso pode ser verdade pra algumas pessoas, mas as minhas opiniões são minhas mesmo!”. Aqui vai mais uma notícia:
                Nós filtramos as informações que nos chegam de acordo com nossas experiências de vida e por nossas crenças (por crenças não me refiro a crenças religiosas, e sim qualquer coisa que a pessoa acredita). Então talvez em algum momento da sua vida, um determinado evento ou mesmo uma frase de alguém que você admirava e confiava te fez acreditar em alguma coisa, ter uma opinião sobre algo ser bom ou ruim, certo ou errado, ou mesmo algo sobre você mesmo, como suas capacidades e limitações, isso acontece o tempo todo durante nosso desenvolvimento (e sempre estamos nos desenvolvendo). Em muitas ocasiões, você pode ter escutado a versão de uma briga, apenas do ponto de vista de uma das partes envolvidas, e tomou o partido dela sem conhecer o ponto de vista da outra. Posteriormente, com esse filtro já estabelecido, você passou por outras situações onde você mesmo teve um ponto de vista sobre o assunto ou uma justificativa para o que aconteceu. Já reparou que fanáticos por ufologia atribuem quase qualquer coisa aos extraterrestres, fanáticos por religião explicam tudo como a vontade de Deus, e fanáticos por Karma acreditam que apenas estão vivendo um espelho do que fizeram numa ocasião ou vida passada? E o foco aqui não é dizer quem está certo e errado, tampouco concordar ou discordar dos exemplos citados, todos têm o direito de acreditar no que os faz felizes.
                  Não pensem nesses filtros como algo negativo, muito pelo contrário, se tivéssemos que processar todas as informações que recebemos a cada momento, ficaríamos malucos! Por isso nossos filtros nos fazem omitir, generalizar a distorcer as informações que recebemos, simplificando o mundo real e criando nossa representação interna.
                Minha proposta é que eventualmente as pessoas pensem sobre como chegaram a uma conclusão e opinião sobre determinado assunto, se elas conhecem a parcela completa da informação (ou mais completa possível, pois ninguém é capaz de saber tudo sobre um assunto), e não apenas um lado ou uma opinião e se elas realmente acreditam naquilo ou não. Esses filtros podem te fazer ignorar uma prova de que está errado sobre um assunto, mesmo que ela esteja bem na sua frente.
                Sei que é difícil sair do “automático”, mas prometo que esse auto questionamento te fará usar melhor sua mente e ser mais coerente consigo mesmo.
                Quais são seus paradigmas? Você questiona as coisas que você acredita ou apenas tenta provar que está correto e varre pra baixo do tapete as provas do contrário? Quando você considera alguma coisa ruim, você procura apenas provas de coisas negativas sobre aquilo para reforçar que é ruim ou também abre sua mente à procura de coisas positivas? Será que seus planos e objetivos de vida são mesmo seus? Por que você escolheu viver essa vida que vem levando?

Bruno Gianolla

Um comentário:

  1. Muito esclarecedor. E apesar de já saber de tudo isso, me pareceu novo e e fez refletir na necessidade e quebrar os paradigmas o tempo todo.
    Parabéns!

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