“As perguntas são a
resposta”
(Anthony Robbins)
Você
sabia que praticamente a cada segundo da nossa vida, inconscientemente fazemos
uma coisa que interfere nos próximos segundos, ou mesmo no resto da nossa vida?
Sabe que coisa é essa? Já fiz várias vezes nesse texto: Isso mesmo, as
perguntas.
Se
você parar para pensar agora em quantas perguntas faz para você mesmo por dia,
duvido muito que alguém diria que faz mais do que 50 perguntas, mas
automaticamente estamos fazendo isso o tempo todo sem perceber, e quando
respondemos essas perguntas, geramos um comportamento que pode ter sido
positivo ou não.
Cada
pergunta gera uma escolha, observe como:
-Devo
me levantar agora ou apertar “Soneca” para dormir mais cinco minutos e
descansar melhor?
-Devo comer essa salada quase sem gosto ou
aquelas guloseimas que são bem mais gostosas?
-Devo
fazer isso do jeito certo e mais difícil ou do jeito errado e fácil que ninguém
vai ficar sabendo?
Observem
que o nível das perguntas que fazemos para nós mesmos acaba de certa forma
induzindo algumas respostas, no exemplo acima citei perguntas com as quais você
se prejudica a longo prazo para ter um ganho a curto prazo, mas outras
perguntas podem ser muito mais sérias e graves, e inclusive te impedir de
conquistar objetivos ou de simplesmente se sentir bem e feliz.
Partindo
do pressuposto que nós respondemos as perguntas que nos são feitas, quando uma
coisa dá errado você pode fazer uma pergunta para você e ter uma resposta,
basta escolher se a pergunta seria “Por que eu faço tudo errado?” ou “Como
posso resolver isso?”. A primeira pergunta provavelmente vai gerar uma resposta
negativa sobre sua identidade, como “Porque você é burro e não faz nada certo”
e a segunda vai te mover em direção à resolução do problema.
Espero
que com as linhas acima eu tenha conseguido demonstrar a importância das
perguntas que fazemos a nos mesmos no nosso dia, agora precisamos descobrir
quais perguntas nos levam em direção ao sucesso e quais nos levam em direção ao
fracasso, no final do texto darei exemplos sobre “boas” perguntas:
Algumas
perguntas contêm pressupostos falsos, como a pergunta sobre dormir mais 5
minutos e descansar melhor, com aquela pergunta qualquer pessoa iria querer
descansar melhor, se pudesse, porém pesquisas científicas já provaram que
quando segmentamos o sono em pequenos cochilos ficamos mais cansados do que se
tivéssemos levantado na primeira vez que acordamos. Muitas outras perguntas
podem contém pressupostos ou crenças falsas e negativas, nesses casos devemos
prestar atenção ao nível das perguntas que estamos fazendo e se elas estão
induzindo alguma resposta.
O
simples fato da pergunta induzir a resposta, já é negativo, pois como o
processo acontece de forma automática, e não como uma pergunta, e um tempo para
refletir sobre a resposta, vai acabar sempre tirando nossa opção de escolha
(simplesmente fazemos, e não pensamos sobre as perguntas e respostas). A menos
que a pergunta induza uma resposta positiva, nesse caso seria um fato positivo.
Faça
perguntas que foquem na solução dos problemas, e não no motivo do problema ter
ocorrido.
Se
quiser, utilize pressupostos positivos nas perguntas, como “por que eu sou
feliz?”. Perguntas assim irão te gerar mais motivos para ser feliz, pois estará
focando sua atenção nisso. O mesmo vale para “pelo que sou grato?”, “do que eu
me orgulho?”.
A maioria das perguntas tende a gerar uma
resposta, tendo consciência disso, o que você prefere? Induzir uma resposta
positiva, que vai te deixar de bom humor e resolver os problemas, ou induzir
uma resposta negativa que vai te limitar?
Outros exemplos de perguntas que
podem te ajudar:
-O que há de tão grande nesse problema?
-Qual é a pior coisa que pode acontecer se isso der
errado?
-Como posso organizar bem meu tempo hoje para conseguir
dar conta das minhas atividades e ter algum momento de lazer?
-O que eu fiz bem hoje que eu deveria me lembrar e
procurar fazer bem nos outros dias?
-O que eu fiz hoje que não deveria ter feito e como eu
poderia ter evitado?
-Como posso me divertir enquanto faço essas tarefas?
-O que eu estou tentando conseguir fazendo isso?
-O que eu estou tentando evitar fazendo isso?
-Como posso fazer para ter
consciência das perguntas que faço para mim mesmo?
Bruno Gianolla